n°.07 - 02/2017
Criado em 1997 por meio do Decreto estadual n.º 6.227, de 21 de fevereiro como medida compensatória à construção da rodovia BA -001, que liga Ilhéus a Itacaré, o Parque Estadual da Serra do Conduru é uma unidade de proteção integral que visa preservar os remanescentes de Mata Atlântica no Litoral Sul da Bahia e conta hoje com área de 9.275 hectares.

20anos Ae amoriO PESC representa um dos mais importantes blocos de remanescentes florestais do bioma Mata Atlântica da costa nordestina. Situa-se em um dos dez principais “hotspots” mundiais, conceito atribuído a uma ecorregião considerada de prioridade máxima para a conservação ambiental, em função do elevado grau de ameaça, dos altos índices de riqueza de espécies e das altas taxas de endemismo observados no Bioma. Integra o Corredor Central da Mata Atlântica – CCMA e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica - RBMA. A Portaria MMA Nº 09, de 23 de janeiro de 2007, reconheceu o PESC como de importância e prioridade extremamente alta para a conservação da biodiversidade, tendo como ação prioritária indicada a implementação da unidade de conservação.

Com localização privilegiada, o PESC tem em seu entorno duas Áreas de Proteção Ambiental: a da Costa de Itacaré/Serra Grande e a da Lagoa Encantada e do Rio Almada que funcionam como parte da zona de amortecimento do Parque e, junto com o recém criado Parque Estadual da Ponta da Tulha e o Parque Municipal da Boa Esperança e algumas RPPNs, formam um mosaico de unidades de conservação destinado a proteger o patrimônio ambiental da Mata Atlântica brasileira.

Dentre os desafios enfrentados desde a sua criação, se destacam os conflitos de interesse relativos à criação de uma unidade de proteção integral, exclusiva para preservação do meio ambiente, e as práticas arraigadas na comunidade residente na área e entorno do PESC, que subsistiam, em sua maioria, da monocultura de cacau e mandioca, da caça de animais silvestres e do corte de madeira nativa, o que foi ampliado pela dificuldade na concretização da regularização fundiária da área decretada.
No ano de 2005 foi aprovado pelo CEPRAM o seu plano de manejo, que prevê, entre outras coisas, as atividades que podem ser realizadas em sua área, com destaque para o uso científico e de lazer e turismo. Pela biodiversidade que abriga e pelas características únicas de sua fauna e flora, o PESC vem se consolidando como um importante manancial de pesquisas sobre a Mata Atlântica, sendo utilizado por pesquisadores de universidades locais, nacionais e de outros países.

Também em 2005 foi constituído o Conselho Gestor do PESC, instância de gestão participativa da unidade, composta de representantes de instituições do terceiro setor, empreendedores locais e órgãos e entidades do Poder Público com atuação na região. Com a atuação do Conselho Gestor, a unidade incrementou sua estrutura física e passou a ter sua importância reconhecida.

O PESC é responsável pela conservação de grande parte das florestas das serras do Conduru e do Capitão, abrigando as nascentes de mais de 30 rios e riachos, que afluem para a Lagoa Encantada, ou forma rios como o Tijuípe, o Tijuipinho, o Sargi e o Capitão, ou alguns de seus afluentes, tendo papel fundamental na manutenção dos estoques hídricos da região.

Além disso, em seu interior encontram-se exemplares da fauna ainda não catalogados, bem como animais ameaçados de extinção. A diversidade desses animais tem sido ameaçada pela caça predatória e pelo desmatamento, práticas arraigadas na comunidade local e que prejudicam o equilíbrio da unidade.

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Expediente:
Informativo mensal do Parque Estadual da Serra do Conduru - Projeto Amigos do PESC: fortalecimento da Gestão. 50 exemplares, afixados nas Comunidades do entorno do Parque. Repórteres: Ednaldo de Souza; Iuri Ribeiro; Rosalvo dos Santos; Thalles Santana. Serra Grande, Uruçuca/BA. Publicação: Makak. Apoio: INEMA; Mecenas da Vida - Patrocínio: Instituto Arapyaú. Contato: pescanoticia@parquedoconduru.org

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